11/18/2012

Aprendendo a Comer: Reeducação Alimentar


Ovos estrelados com batatas fritas ou grandes pratadas de esparguete com carne podem ser refeições deliciosas, mas são, sem dúvida desequilibradas. Mas não pense que uma dieta equilibrada equivale a comer só alface e maçãs. Saber comer é uma verdadeira arte.
Muito se tem falado sobre reeducação alimentar, mas será que não caberia melhor educação alimentar ou educação nutricional? Reeducar significa tornar a educar e educação significa o ato de educar, processo de desenvolvimento da capacidade física, intelectual e moral do ser humano.
educação alimentar compreende algo mais complexo, é um processo, ou seja, além da mudança de hábitos alimentares, existe o aprendizado do que é saudável, mantendo aspectos do indivíduo, é a construção do conhecimento, a vivência.
Para que cada um entenda e adquira bons hábitos alimentares e os transmita é necessário que a pessoa participe realmente do processo. Ela deve querer conhecer os alimentos, suas funções no corpo, sua importância, para entender o porque desses alimentos serem recomendados.
A alimentação não deve ser imposta como algo fixo, restrito, que gere sacrifícios.
Deve ser algo planejado conforme as preferências da pessoa e principalmente levando em conta, hábitos e costumes, respeitando aspectos culturais, tudo com muito bom senso, e claro com o equilíbrio nutricional necessário preferencialmente sendo acompanhado pelo profissional Nutricionista.
Não se deixe espartilhar por dietas forçadas ou malucas ou da moda, escolha dentro dos alimentos saudáveis aqueles que mais lhe agradam e coma de tudo: com conta, peso e medida. Aqui ficam alguns conselhos.
1. O despertador toca, enfia-se no duche, veste-se à pressa e come um iogurte antes de sair de casa. Ou, em dias de maior aperto, sai sem comer. Nada de mais errado. Não saia de casa sem pequeno-almoço, a refeição mais importante do dia. E, sobretudo, não passe o dia sem comer ou sempre a petiscar. Faça uma correcta distribuição alimentar, repartindo a alimentação por várias refeições ao longo do dia. E não tema a balança. Ao comer várias vezes ao dia, comerá menos de cada vez e não sentirá fome. Conseguirá manter o seu peso, ou até perder o que tem em excesso. Mas, sobretudo, sentir-se-á melhor.
2. Consuma legumes e fruta em abundância. Coma-os diariamente, crus ou ligeiramente cozidos e a todas as refeições. As frutas e os legumes são óptimas fontes de vitaminas e sais minerais, indispensáveis a uma saúde de ferro. Os legumes podem ser ingeridos, também, através das sopas e saladas. Além de vitaminas e minerais, as frutas e legumes contêm fibras, sem valor energético mas essenciais ao bom funcionamento dos intestinos. Mas não caia na asneira de se alimentar exclusivamente de verdes.
3. Cuidado com as gorduras. Apesar de estas também deverem fazer parte da nossa alimentação, é verdade, há que saber escolhê-las. Sabemos hoje que a alimentação deve conter uma porção generosa de ácidos gordos polinsaturados, que abundam nos óleos vegetais (girassol, milho, soja), sementes (nozes, avelãs, amêndoas, etc.), nas leguminosas secas e na gordura de peixes (sobretudo cavala, sardinha, carapau e salmão).
As gorduras monoinsaturadas, como o azeite, são as que devemos consumir em menor quantidade. Mas, por ser vegetal e mais resistente às temperaturas, o azeite é a gordura mais saudável para o tempero e confecção dos alimentos.
4. Coma carne e peixe sobretudo cozidos e grelhados. Estes alimentos são, sobretudo, fornecedores de proteínas, essenciais a uma boa manutenção da estrutura do organismo. Retire os excessos de gordura. Quanto aos ovos, a quantidade mais adequada é um ou dois por semana.
5. Coma massas, arroz, pão e batatas. É verdade, leu bem. Mas coma em pequenas quantidades e escolha, dentro destes alimentos, os mais escuros e menos refinados. Lembre-se que o que engorda não é o pão, mas a manteiga, marmelada ou queijo que lhe põe em cima.
6. Beba, pelo menos, meio litro de leite por dia, de preferência magro ou meio-gordo. Os restantes lacticínios também devem ser consumidos durante o dia, mas não se exceda com a manteiga e o queijo mais gordo.
7. Atenção ao açúcar. Os refrigerantes e os sumos de fruta industriais não são mais que um concentrado de açúcar. Consuma antes fruta fresca ou faça um sumo natural com duas peças de fruta, diluído em água e sem adição de açúcar.
8. Beba 6 a 8 copos de água por dia, ou cerca de 1,5 litros. A água hidrata o organismo, previne a prisão de ventre e facilita a drenagem de toxinas. Mas, para não se assustar, não ponha uma garrafa com ar ditatorial em cima da mesa. Vá passando pela torneira e enchendo o copo. Se beber tanta água é mesmo um castigo, experimente chás, infusões e sumos sem açúcar.
9. Coma alimentos ricos em vitaminas A, C e E e betacaroteno. Minerais como o zinco, magnésio e selênio são excelentes defensores do organismo contra os radicais livres e o envelhecimento, logo potentes aliados dos cosméticos anti-rugas! Boas fontes destas substâncias incluem frutos de polpa mais colorida (kiwi, laranja, papaia, manga, alperce) e sementes como nozes, castanhas e amêndoas. Não descure as restantes vitaminas mas, caso faça uma alimentação equilibrada, em princípio não há necessidade de suplementos.

Fonte: http://cyberdiet.terra.com.br/educacao-alimentar-aprenda-a-comer-bem-2-1-1-6.html
http://activa.sapo.pt/belezaesaude/nutricao/2010/07/01/9-truques-para-aprender-a-comer#ixzz2CaQXMF9G

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